voltar

Contradições de um poeta

Deixar comentário

por Aderaldo dos Santos

Prego e quero a liberdade,
mas deixo o meu teclado preso
em normas morais e técnicas da língua.
Finjo amar sem acreditar no amor.
Engano o leitor que quer ser enganado.
A minha humildade necessita de público,
pois a minha vaidade quer louros, aplausos e curtidas.
Por isso vendo uma realidade paralela cuja moeda é
ser o OUTRO.

(Poemas noturnos. 23/10/2015)