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Senha (homenagem à Adélia Prado)

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por Daniel Baz dos Santos

eu sou um homem com chuva e chão
curvas íngremes em um sorriso contra o muro
torço pelo sol toda manhã
me cerco de palácios que ardem
marcando meu manto da fumaça dos versos
máscaras que a madrugada forja com vinho e sêmen
penetro clandestinamente o alfabeto
sua tradição de distância e semente
e colho, na hipótese, um minuto da flora

sou homem com H de Hímen!

eu sou homem sem espada
a cabeça que eu apoio nos ombros
é a própria cabeça por mim degolada
sobre meus escombros
não tenho farol nem martelo
não se encontra ferramenta em meu armário
vou gerar um pão sem farelo
vou colher uma flor sem horário

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Metamorfose à brasileira

atualizado 9 março 2015 Deixar comentário

por Aderaldo dos Santos

Às vezes, quando monólogo com Drummond, João Cabral, Manoel de Barros, M. Quintana, Cecília M…… na poltrona velha, sobre a luz da lua cheia, sonho – como seria bom se eu fosse uma mosca e pousasse no ombro esquerdo de Drummond para assistir uma prosa desafinada dele com o João C, com Mário, com Adélia E SEUS ANJOS TORTOS. Volto à realidade e me programo em outra viagem, mas dessa vez vou escalar em Bandeira e [casular] até Vinícius chegar.

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Uma singela homenagem ao poeta Manoel de Barros.