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O sexo

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por Daniel Baz dos Santos

O sabor da noite dentro dos mares
E o mar farto como um espelho.
Um perfume maior que agulha;
sinais do voo óbvio
dos dedos.

A saliva resolve o silêncio.
E o silêncio termina em veia.
A boca brilha como chuva.
O mar teso como teia.

Um grito guilhotina os olhos,
abrigo de cães e estrelas.
Uma flor exilada na mudez.
Um ruído queima nos pelos.

Partiremos de manhã
se existirmos.

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Taquigrafia

atualizado 27 abril 2016 Deixar comentário

por Mario Rodrigues

Arrisca-se este redator:

– Se preciso for, desafio a natureza do grito…

Do outro lado da página, o outro redator acaba de confessar – por extenso – o seu estado inconsequente de redatez. Taquigrafei o seu discurso último: bebi, bebi, enchi a cara numa noite nublada, madrugada de sábado, na companhia de amigas e amigos incomuns; bebi, bebi sem dar satisfação a ninguém, eu bebi com implacável exagero!, fato que deve justificar as últimas frases, orações e ideias.