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Cap. 68. Un viaje al Uruguay – a bordo de um fusca

atualizado 9 agosto 2015 Deixar comentário
Da ciudad uruguaia de Minas

por Re Nato

Estou apreensivo com a mecânica duvidosa de El fuca blanco. Julinho fez pouco caso de minha fala de confissão, um pouco antes de deixarmos o restaurante Rancho Paradouro. Neste, almoçamos duas A la minuta, o típico PF dos pampas, seja ele brasileiro ou uruguaio. Para a nossa surpresa, a chuva voltaria lá fora. Um pouco mais fraca. Quer dizer, bem mais fraca do que a do temporal que literalmente nos freara na estrada antes de chegarmos em Minas. Tivemos que correr da porta do restaurante até El fuca, que ficara estacionado a poucos metros. Assumi minha condição de copiloto, analisando o mapinha ofertado pelo Paradouro. Na verdade, o mapa era da cidade. Ao menos para sair desta bagaça, hem. Julinho riu. Em seguida, o parceiro me perguntou para onde iríamos. Na hora, lembrei que podíamos tentar resolver o problema de meu chip Antel. A recepção que nos companha nesta saga bem sabe de meu drama: comprei um chip de telefonia móvel uruguaia que não pegou em meu aparelho celular. Nesta condição, o celular de Julinho, de uma operadora brasileira que pega no país vizinho nos salvaria pela utilização de sua bússola-GPS. Foram umas três paradas até acharmos uma loja de assistência da estatal de telefonia. Duas paradas; corrijo-me. Isso. Chovia fino, quando cruzamos o farol e entramos na contração de uma rua do centro da ciudad. Sorte nossa, que o trânsito “mineeero” estava devagar. Paramos. Para o nosso azar, a loja estava fechada. Com a ajuda do mapa, orientei Julinho a passar no entorno da praça central. Uma espécie de ritual promovido em quase todas as cidades visitadas. Uma espécie de autobenzimento, superstição ou capricho nosso. Demos a volta na praça, muito arborizada, bem conservada. Ah, claro, havia uma edificação da Igreja católica no epicentro urbano, a chamada matriz. Apenas vimos de relance este retrato, não paramos por causa da chuva chata que embaçava meus óculos quando eu tentava afrontá-la. Após uma indicação de um transeunte uruguaio, achamos uma loja da Antel aberta. Lá, me cobraram 150 pesos uruguaios ou 15 reais pela configuração do aparelho junto ao chip outrora instalado. Não demorou nem 5 minutos para um tecnicista me lograr uma grana e por pra pegar a conexão de Internet em meu cel. Sem querer ou por acaso, ainda pararíamos na rodoviária para um registro fotográfico e leitura de manchetes de jornais provincianos. A ansiedade e a vontade de seguir adelante nos atraiu de volta ao tapete preto da bem cuidada e às vezes sinuosa Ruta 8.

(continua)