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Cap. 61. Un viaje al Uruguay – a bordo de um fusca

atualizado 9 agosto 2015 Deixar comentário
El fuca blanco na mira de outros automóveis em Mariscala

por Re Nato, colaboração de Aléxis Góis

Chegamos em Mariscala exatamente às 10h de uma segunda-feira, 2 de janeiro de 2014. Estacionamos El fuca blanco numa rua de entrada do município, a alguma distância para dentro do perímetro urbano. Julinho desceu, soltou a porta do veículo, que desta vez fechou na primeira tentativa. Diferentemente da porta de el condutor, a minha porta teve que receber uma forcinha extra pra fechar. Por causa do desnível da rua – uma banda do carro ficou inclinado para baixo, do lado do copiloto. Se me recordo bem, paramos em frente a uma loja da Antel, a empresa de telefonia estatal. O chip que eu comprara dias atrás, em Río Branco, de fato, não estava pegando em meu aparelho celular. A nossa sorte era que o celular de Julinho, de operadora brasileira, também pegava no país vizinho. Usávamos o GPS para nos localizarmos e a conexão de internet para postar fotos em nossa página no Facebook, é bom que se frise. Embora menor do que Jose Pedro Varela, Mariscala era mesmo mais bonita.  À primeira vista, mais arborizada, mais calma. Quer dizer, tranquilidade é quase um lugar comum nas cidadezinhas uruguaias. Mariscala, voltemos ao nosso então cenário de pouco mais de 1.500 habitantes. Veja bem, Julinho, estamos caminhando para a metade da segunda década do século 21, certo? Chamei a atenção do parceiro para dois carros rentes a duas sarjetas logo à frente. Um deles tinha um visual parecido com o do velho Passat, o passatinho brasileiro; já o outro, eu não soube identificar o outro, mas me pareceu um modelo importado e muito comum na Cuba das emissoras de tevês colonizadas, com data de fabricação de 100 anos atrás. E, claro, da primeira impressão ainda pudemos verificar outra imagem comum no Uruguai: o registro de pessoas idosas. Uma faixa populacional considerável… A apreensão de tal retrato não tomaria mais do que cinco minutos de nossa atenção. Eu, particularmente, estava enrolando para poder entrar na loja de telefonia estatal. Mais uma vez, dei com meu ombro no ombro de Julito. Es tu quien va a hablar! Passamos pela porta, onde dois brutamontes guardavam a segurança do local. Dissemos em voz conjunta de cumprimento: Buenos dias! Julinho tascou a hablar, rente a um balcão com duas atendentes: Me puedes ayudar…?

(continua)