Sob as unhas

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por Daniel Baz dos Santos

Teu corpo cresce
como o crepúsculo
no final dos pães.

Sonho que crepita em furioso animal,
recordo minhas mãos
na sede de tuas roupas.

Teus olhos rangem como a noite.
Dois fantasmas desarmados
entre os aromas da infância.

As crianças que nos desmentem
já dormiram.
A madrugada quente sob as unhas.

Pesadas em nossas costas
todas as coisas que voam.

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