Para entendedores

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atualizado 27 abril 2016 Deixar comentário

por Mario Rodrigues

Objeto de pressões inúmeras de todos os lados, cantos e recantos; alvo de tiroteios simbólicos de interesses alheios, escusos ou legítimos; abajur sem lâmpada dos ditos indefesos, das manias e aflições; uma figura sem decência etc. etc.

O que mais tagarelar exatamente da pele do próprio repórter genérico, uma espécie de autorretrato de infelicidade?

Pra ser franco, se eu escancarasse um 1/3 do que eu gostaria de escancarar sobre os bastidores da atividade jornalística – ao longo de um dispensável tempo de trabalho –, iriam me tomar por um sujeito extremamente fora do comum e contra o ser humano. (Como se eu já não o fosse um aposentado das pequenas redações.)

Não posso dizer exatamente? Pois é o que mais se reproduz no dia a dia.

Sigilo de fonte? Sem essa. 95% do chamado sigilo de fonte é omissão de mau-caratismos, leviandades, vaidades descontroladas, interesses escusos, proselitismos, atos subservientes e… e… e…

Sem ambição pra fazer fortuna fácil e o jogo matreiro dos sistematizadores de posteridades, atiro-me pra situação agora há pouco suspensa no ar:

– A falta de saída, o confronto contra o mundo, (quase sussurrando…) um patético ponto de vista à margem da história das santas civilizações.

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