O prato do dia?

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por Aderaldo dos Santos

Naquele espaço sombrio e misterioso ali no fronte,
um, dois, três, até cinco dias fico sem me alimentar.
Passo em frente, às vezes. Óleo.
Óleo mais uma vez na esperança de ver aquele manjar que me desejou – e eu a ele.
E não vejo o desejoso banquete que outrora degustei.
Hoje vou. Na rotina que me agrada, entro e me sento na mesma cadeira,
com as mãos ansiosas na mesa esperando o menu. Vem a sempre linda, simpática e sorridente imaginação e pergunta: O prato do dia?
Não. Hoje quero vinho tinto, razão, com uma porção de esperança refogada na antítese.
Grato!

(Poemas noturnos. 03/11/2015)

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