O jogo

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por Aderaldo dos Santos

Ela não sabe o que eu tenho,
Mas sabe o que eu quero.
Entre ais e reis, a dama do outro lado não
é a minha oponente,
é a minha vitória.
Minha vez.
Olho nos olhos.
Levo a mão no destino E
puxo para minha vista um instante.
Minha confiança mente.
Ela sorri sarcasticamente.
Respondo com uma xícara de expresso.
Peço e pego mais uma carta.
Vem um ais espada.
Sem desistir, sua vez, digo eu.
Ela sorri, fita meus olhos – delicadamente – sem pressa
pega no destino a chave dos meus ais.
Um reis espada!
Serei eu o seu oponente ou a sua vitória?

(Poemas noturnos. 07/10/2015.)

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