Noticices

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atualizado 27 abril 2016 Deixar comentário

por Jose Mochila

Predominantemente, as notas ditas jornalísticas variam entre notícias corriqueiras, sombrias e extraordinárias. Notícias corriqueiras, por ser repetidas ou repetitivas para o cotidiano de nossas vidas. Notícias sombrias, pela carga de negatividade transmitida diariamente, como se desta baba verbal exalasse um odor de carnificina feito anúncio alarmista e apocalíptico sem fonte identificável, um suposto atestado de que o mundo acabaria na próxima edição. E, notícias extraordinárias, porque nem sempre a lógica das duas notas ou das duas possibilidades anteriores merece o nosso devido respeito ou crença. Aliás, merecemos ou não, pelo menos de vez em quando, um pouquinho de surpresa ou novidade? Uma vã e curta ilusão às vezes concebida por nós. Por outra, vai saber se merecemos alguma novidade mesmo? Só pra confundir, vai saber se as novidades existem, de fato. Como um dia parafraseei num diário de adolescência: tem gente que confunde boa vontade com otimismo. Por isso, informo-lhes: novidade aqui só se for produto de fabricação caseira. Panela velha é que faz… E se alguém, pela falta de novidade declarada, prefere trocar a leitura desta invenção pela concorrência das Redes Sociais, ou por algum motivo não declarado em cartório, este pode ser o momento mais adequado ou sugestivo para o leitor ou leitora dar uma de Cristóvão Colombo da modernidade imaginária e mudar a rota de sua respectiva caravela no meio desta navegação, assim quem sabe será possível descobrir, vá lá, por meio de um gesto abrupto, a sua tão sonhada ou desejada ambição, tudo para culminar na tal novidade… Continuastes, é? Fico supostamente feliz pela atenção dispensada. Asseguro-lhes por tal correspondência: a falta de audiência de nossos textos pode não ser uma grande novidade também. Feita a sua escolha, muito obrigado por ter piedade de nós. Rá rá rá. Como costumo cantar debaixo de um chuveiro, palmas para o livre arbítrio! Não há mesmo nada de novo debaixo do sol, inclusive esta frase de efeito, que nos parece mais antiga do que andar para trás com a ponta dos pés. Até mesmo esta ideia extravagante de andar pra trás também rendeu comentários em outros carnavais. A propósito, depois da passagem do próximo ano novo (logo ali!?), mais um carnaval surgirá. Anca e pelanca de montão pra todos os gêneros e mercados; não vão faltar ancas e pelancas expostas na telinha da TV e em linhas do tempo. Antes, porém, ocorre a data festiva do Natal. O bendito!, como celebram os cristãos. Caçarola, não era pra eu falar nada de Natal e de natalices antecipadas. Pela falta de novidade, e numa associação estranha com a então crise econômica mundial – juro, escrevi isso há dez anos, je je -, a nossa proposta era deixar o Natal e seu mercado consumidor de lado este ano. Esta história de Papai Noel de barba e bigode brancos por fazer, chaminé inexistente, trenó de pangarés e saco cheio de brinquedos sem selos do Inmetro deixou de ser novidade faz muito tempo. Né não?

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