De volta da quase casa de recuperação pra irrecuperáveis (parte 2)

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atualizado 27 abril 2016 Deixar comentário

por Re Nato

Embasbacado, tonto e loucamente hiperincrédulo, passei a conceber uma imagem inacreditável: testemunhei alunos do curso de Educação Física praticando a arte das canoas num ambiente pouco festejado pelos politicamente corretos.

Notei que a até então impensável quantidade de água naquele espaço estreito permitia aos visitantes brincar com um efeito de eco inacreditável-vel-vel-vel.

Três a quatro metros de inundação, numa extensão de um pouco mais de um quilômetro.

A enchente inundaria o vão de falsa linha de metrô da Universidade de b.

Só as laterais ficaram a seco.

A repercussão do caso, como sempre, foi abreviada pela oficialidade de plantão.

A manchete do site da universidade amenizou o acontecimento, dando-lhe pouco destaque.

O assunto não pôde virar meme nas Redes Sociais? Só o Diarios de Mochila registraria o fenômeno.

Somem-se a esta observação sem importância as súbitas férias dos (ops!) universitários de b…

Durante alguns minutos, fiquei ali, parado, após descer uma das escadas para o purgatório local.

Juro que eu não podia acreditar. Acabara de passar pelo mezanino norte, um dos dois principais pátios do Minhocão, antes de descer do ônibus. Este, um protótipo das famosas latas velhas de Brasília.

Diga-se, a imagem que vemos de transporte público de Brasília é um reconhecido cu sujo.

De dentro do ônibus, me lembro, pude ver a imagem das Esplanadas dos Ministérios.

Por ser cotidiano, um tour com ilustrativo.

De volta à Capital Federal, vindo de um intervalo de uma quase casa de recuperação pra irrecuperáveis no sudeste brasileiro, nossos olhos de mosca morta testemunham um cenário fantasiado diariamente por aqueles que reproduzem – como presentes ou futuros fantoches de patrões abestalhados – as versões noticiosas sem conexão com a nossa realidade.

Aqui reforço um testemunho: em Brasília, de perto, quase tudo é pequeno.

Não me entendam mal, eu não me refiro às vaidades pessoais.

De resto, é experimentar e entrar no Congresso Nacional…

O espaço físico do Congresso Nacional é minúsculo!

É experimentar uma visita, parça de plantão.

É notar ainda o mar de carros pelas vias engarrafadas…

A rodoviária do Plano Piloto…

Já relatei aos desavisados? Brasília é o Plano Piloto.

O Plano Piloto é um ovo. Um ovo gorado, quero dizer.

A posse econômica e definitiva de uma kitnete no Plano Piloto pode então custar um milhão de reais.

Não é brincadeira, não! Assim como esta história de Subsolo alagado.

No Subsolo, o conforto suposto de uma fuga pessoal.

No Subsolo, eu já podia rever um feliz agrupamento de esquisitos.

Ali, um esquisito chama outro esquisito de parceiro e vai logo oferecendo um beck ou algo barato pra beber.

Ali, a esquisitice é coisa normal, e as pessoas não precisam esconder dos outros seus defeitos, suas manias, suas incompreensões.

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