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Auto apresentação

atualizado 1 novembro 2014 Deixar comentário
O autor de ‘Mais sonho e sabedoria do que nos vagos séculos do Homem’

por Aléxis Góis

Respeitáveis leitores, apresento-vos o autor dos versos cá publicados:

Nascido sob a constelação de Escorpião (mas um eterno admirador de Orion) a 3 de novembro de 1982 em uma cidade chamada de Feira de Santana, que tem a alcunha de Princesa do Sertão. Entroncamento há centenas de anos de caminhos e tropas e depois estradas, Feira logo cedo lhe ensinou a cruzar horizontes. Ainda bebê, quase é levado pelas águas da barra do Rio Ceará. Engoliu apenas o suficiente da foz para se atar aos cursos salgados e doces da vida.

Das primeiras letras, tomou conhecimento com farda de marinheiro na escola Montessoriana. Depois, aos poucos, foi passando os segredos dos romanos e seu alfabeto para os irmãos mais novos. Bê-a-bá dominado, cantou junto com os colegas de classe a “Aquarela” de Toquinho na sua formatura.

Ainda no primário, na antiga 3a. série, foi forçado junto com toda a turma a fazer uma poesia, que foi guardada em um papel de caderno amarelado perdido entre tantos papéis de poesias e anotações. Mas termina assim:

“Poeta não sou
poeta não serei
não sei como para esta poesia
eu me inspirei”.

Não teve jeito. Ouviu muita pampa no walkman e foi se abrindo para outras letras, tentando decifrar os enigmas dos Engenheiros do Hawaii: dali colheu Galeano, Dylan, Scliar e tantas outras referências de estrada.

Enquanto isso, escrevia poemas escondidos até hoje, e imprimia seu primeiro jornal com amenidades da rua e tudo que pudesse interessar a um garoto de 13 anos. Vendia os jornais para ir ao cinema nas tarde de quarta-feira e comprar discos da Legião Urbana e Engenheiros.

Nunca parou de escrever desde então: notícia, cordel, projeto, verso, prosa, sonhos, estórias e causos…

A produção apresentada aqui é do período da faculdade de publicidade (incompleta) e jornalismo, entre os anos de 2001 e 2007, Nenhum poema era inédito: alguns foram enviados para concursos de poesia e quase todos estão no blog “O Mar e a Solidão”.

A partir de agora, a produção é mais atual, de 2014. Fruto, literalmente, da estrada e suas andanças. O gabinete de trabalho e a caneta é o próprio corpo (lição aprendida com João Carlos Teixeira Gomes, no inverno de 2001, na Uefs). Os versos quase sempre são escritos em movimento: no ônibus, na carroceria de um caminhão, em longas caminhadas ou no balanço da rede.

Uma vez depurados os versos, o autor passa-os para o papel ou para a tela. Por alguns dias, a memória saboreia cada sílaba até outros versos se incorporarem.

E de gota em gota, brotam por aqui.

Apreciem sem moderação.

O autor

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Em Sampa

atualizado 13 outubro 2014 Deixar comentário

por Aléxis Góis

Na urbes paulista
Sinto sede
de cheiro de mato
Do gosto do silêncio
Que a cigarra canta
E daquele cantinho ermo
Quase sem gente
Se dando bondias, cumade
Porque os carros alucinam anônimos os seres em constante frenesi histérico
E as luzes afiadas cortam
o equilíbrio de meu fio de vida

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