Cap. 69. Un viaje al Uruguay – a bordo de um fusca

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atualizado 21 julho 2015 Deixar comentário

por Re Nato

A pouco menos de três horas do cumprimento da primeira etapa de nossa viagem pelas terras planas do Uruguay. Um instante em que eu fui tomado por um sentimento de alívio e por uma sensação de prazer, que exteriorizei ao companheiro de viagem com certo receio de goro, de quem pensa em voz alta que “não somos fracos, não, hem, rapaizz!”.

Na Ruta 8, saída de Minas

Sem contar as perambulações por perímetros urbanos visitados, trafegados, havíamos percorrido mais ou menos 350 quilômetros desde a saída da sede do Jornal Pampeano, na cidade gaúcha de Jaguarão, um dia antes, numa tarde domingo de sol encardido. E El fuca blanco, vulgo ou outrora veículo de mecânica duvidosa? Para a nossa surpresa, sem nenhum problema mecânico a seu respeito ou sem sustos de causar espanto. Ao menos até este ponto da viagem, e que fique bem claro. A propósito, o motor de nossa máquina do tempo tinia bonito quando reingressamos à Ruta 8, em direção contínua à capital uruguaia. O relógio marcava um pouco mais de 14 horas quando Julinho e eu deixamos a ciudad de Minas e voltamos com El fuca para o tapete preto da estrada. “Partiu, Montevidéu, meu caro el condutor?”, de quem de imediato recebi um “sinal de entusiasmo”. Até a capital uruguaia, no entanto, ainda tinha chão; algo em torno de 120 quilômetros para que pudéssemos testemunhar o que até então era apenas uma imagem reproduzida pela televisão e de um ouvi falar. A ansiedade imperava naquela segunda-feira, 2 de janeiro de 2014. Apenas o segundo dia de estrada. Chovia naquele dia, não como chovera nas últimas horas. Quer dizer, chovia fino, com breves cessadas. O temporal que nos vitimou – ufa! – sem prejuízos no trajeto entre os municípios de Mariscala e de Minas tomara um rumo desconhecido. Pareceu-nos que o temporal percorria a Ruta 8 em sentido contrário, na direção de Treinta y Tres. Quem sabe? O pior já havia passado, enfim. Enquanto eu pensava nos últimos capítulos desta história e analisava o horizonte de clássico céu embaçado, Julinho recomeçou com os hits de Raul Seixas. Rock das Aranhas, se me recordo bem, seria interpretado pela gente umas duzentas e quarenta e sete vezes até chegarmos naquela que desde já suscitamos como a nossa próxima parada.

(continua)

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