Cap. 60. Un viaje al Uruguay – a bordo de um fusca

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atualizado 9 agosto 2015 Deixar comentário
O primeiro sinal de uma cidade que não estava no mapa

por Re Nato, colaboração de Aléxis Góis

José Pedro Varela ficara pra trás. Com certo pesar, Julinho e eu deixamos a cidade numa manhã, após breve suco antirressaca numa loja de conveniência. Aquela vontade de ficar mais… Olha que Varela não é uma cidade que se possa dizer: “olha que cidade bonita pô que cidade fantástica…!”. Não, é uma cidade pequena, agrícola, quase abandonada pelo poder público. Aliás, esta nossa lógica de que as cidadezinhas do fundão do Uruguai são todas abandonadas pelo poder público pode ser uma furada. Há que se reconhecer esta hipótese, não, Julito? Numa breve desviada de olhar, el condutor fez que não entendeu o que eu havia acabado de dizer. Pra variar? Eu tava pensando alto. Já o parceiro se concentrava na direção de El fuca em plena Ruta 8, a rodovia que nos abria caminho para a capital Montevideo. Nosso carro, a propósito, até então nos surpreendia. E a sua anunciada mecânica duvidosa? Confesso que até este trecho, o medo de que o veículo quebrasse era latente. Parafraseando o ditado, carro que segue! Era apenas o segundo dia de viagem, e nos sentíamos bastante animados. Qual cidade, a próxima? Cheio de interrogações, Julinho quis saber ainda dos quilômetros rodados desde a última parada. Naturalmente, o relógio marcador de nossa máquina do tempo não funcionava. Deixa eu ver… o aparelho GPS apontava + ou – 120 quilômetros desde Varela. Na telinha em movimento já dava pra confirmar o nome da próxima parada. Pera… surge uma placa no alto de uma pista de mão única. Mariscala! Na hora ou numa associação de imagens de ressuscitar a minha infância, lembrei-me do nome de uma prima, a Maristela. Mariscala, Mariscala, mentalizei pra não pronunciar o nome errado.  Enfim, quase dentro da cidade que não estava no mapa que trazíamos a bordo. Até ali, uma novidade em nossos currículos. Será que é um distrito, Julinho? Será que Mariscala tem alguma loja da Antel? (Neste ponto da viagem, eu havia percebido que o chip que eu havia comprado da empresa estatal de telefonia não estava pegando direito em meu aparelho celular.) Jogo uma isca pro peixe sem aquário do banco ao lado: será que em Mariscala tem mulher bonita para el condutor? Julinho, com seu notável sorriso de dublê de galã, logo empinou as orelhas de súbito contentamento.

(continua)

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